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Estrela de Belém


São poucos os símbolos tão evocativos quanto a Estrela de Belém. No natal vemos os reis magos serem guiados por ela, anunciando o nascimento de Jesus.
Bem antes desse acontecimento, o céu já era o centro das atenções pros babilônios e chineses, que acreditavam que a posição dos corpos celestes influenciava na escolha de novos reis, na fertilidade das colheitas vindouras e até em desastres naturais.
Mas o que sabemos da Estrela de Belém??
De acordo com Mateus, foi um objeto novo e celeste que apareceu duas vezes: a 1ª quando os magos se encontraram com Herodes; a 2ª quando pairou em Belém, porém não afirma que foi brilhante, já que Herodes não a viu, pois perguntou aos magos quando havia surgido. Deduzimos então que a estrela não é algo sobrenatural. Mas a ciência tenta explicar.
O período de aparição teria sido entre 8 e 1 a.C., ou seja , Jesus nasceu antes de Jesus. Nesse intervalo, descarta-se a possibilidade de a estrela ter sido um cometa ou uma explosão de supernova; se uma das duas houvesse ocorrido, a China o teria registrado por ser um país que levava a sério a astronomia, além disso, cometas eram considerados maus presságios.
Se tivesse sido uma supernova haveria vestígios até hoje e a dúvida da data do nascimento de Jesus não existiria. Meteoros Tb não satisfazem a dúvida por ñ pairarem no céu e demorarem pouco tempo “em cena”.
Muitos filmes hoje trabalham com a idéia elaborada por um super computador. Ele volta no tempo, através de cálculos matemáticos e físicos, recriando sem nenhum erro a posição de planetas e estrelas em qualquer instante do passado. E em um exato momento, um evento que nunca se repetiu foi encontrado: a conjunção de Vênus e Júpiter, que vistos da Terra estariam em um só ponto no espaço, porém na realidade estariam bem distantes.
( P.S.: Os 2 planetas já se alinharam com a Terra e apareceram no céu a quase 7 anos.)
No ano 3 a.C. ocorreram 9 conjunções. Mas em 12 de agosto, Vênus e Júpiter entraram em conjunção, de acordo com o computador, na constelação de Leão – constelação essa que tinha super valor para os astrólogos e lembrando que os magos provavelmente seriam astrólogos. Para a Babilônia, Vênus era Ishtar, a deusa da fertilidade, e Júpiter, o planeta rei. O casamento celeste deu origem ao nascimento do “menino – rei”.
Não podemos confirmar nada, mas é bom meditar sobre a relação entre a ciência e a bíblia, sob a luz do Espírito Santo.
A história do nascimnto de Jesus é algo que ainda causa muita polêmica quando se trata de datas.....entenda o que a ciência diz!
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A Obrigação de Amar!


Ao se casar, a pessoa está a demonstrar publicamente a sua obrigação de se doar ao cônjuge. É uma entrega afetiva, cognitiva e ativa ao parceiro, numa relação de honestidade, exclusividade, fidelidade e nutrição mútua. Essa relação tende a crescer sadia, sempre iluminada pelos raios vibrantes do amor, que é um ingrediente indispensável nas trocas e interações do casal. Nas relações de intimidade da alma, o amor torna-se uma regra de viver bem. É ele que mantém de pé a estrutura do casal que se une para a vida.
Com essa noção, amar deixa de ser uma questão de sentimento e desejo, para ser uma predisposição ou inclinação de agir dando prioridade às necessidades, aos desejos, fraquezas e limitações do outro. Praticando a norma do amor, perde-se o egoísmo e torna-se altruísta. Não exige; dá-se. Porque o amor é uma obrigação voluntária pessoal direcionada ao outro.Para amar alguém, é preciso uma pessoa amar-se primeiro. Caso contrário, vai ser difícil ter sensibilidade e compreensão suficientes para amar a outra. Se a pessoa não se ama, o máximo que consegue fazer é querer induzir, manipular ou seduzir a outra para satisfazer as suas necessidades. O pior é que confunde isso com amor, enganando-se a si mesma.
Amor próprio Versus Egoísmo. A psicologia e o cristianismo concordam em que a norma do amor é o equilíbrio. Quando se ama o próximo deve-se fazê-lo tanto quanto nos amamos a nós mesmos. Não existe contradição aqui. Quando se leva em conta o que sente, a sua dor ou tristeza, habilita-se para considerar os sentimentos, as dores e tristezas dos outros. Ao compreender as suas próprias fraquezas, ter empatia pelas suas limitações e perdoar os seus próprios fracassos, qualifica-se para compreender a fraqueza, ter empatia e perdoar os outros.Sempre que se fala em amor-próprio, é comum as pessoas trazerem à mente a ideia do egoísmo, narcisismo ou superioridade. Puro engano. Se pensarmos que o amor é o equilíbrio entre a liberdade e o limite; doação dentro de certos princípios e crescimento envolvido por normas de justiça, podemos compreender que o amor-próprio nos orienta para uma vida de sobriedade e moderação. No amor-próprio não há exageros, extravagâncias ou abusos. Na realidade, é ele que motiva o indivíduo a dominar-se.Ao fugir do amor-próprio, a pessoa corre o risco de cair no egoísmo que é a distorção de um ego frágil, carente, ferido ou traumatizado. O egoísta não acredita no amor, porque não se ama e duvida que possa ser amado. Acha que, por não ser amado, não vai receber ajuda de ninguém; por isso, tenta apoderar-se de tudo. Nessa ânsia, ele não se preocupa com ninguém e passa por cima de qualquer um.Dentro da dinâmica do egoísta, podemos observar que ele não usufrui do companheirismo e intimidade conjugal, porque não pode ser transparente nas suas intenções. Não se pode mostrar como é. Nunca é direto e aberto, espontâneo ou autêntico. O egoísta não pode desfrutar de proximidade com o outro, porque não pode ser visto. Reflete sempre a imagem e não a pessoa. Não pode gozar de reciprocidade, porque não tem nada para dar. Não participa da mutualidade, porque não sabe trocar. Desconhece as vibrações do amor, porque a sua ação é constantemente governada pelo interesse próprio. Nem do sexo ele pode desfrutar, porque só pensa em usufruir.O egoísta não pode interagir intimamente porque não se consegue entregar para uma relação honesta. Não emite calor, é frio, distante, solitário. Pode até acumular muito, mas é um eterno carente, com um vazio constante. Está sempre insatisfeito, porque sofre até com o que come.O amor-próprio também não é narcisismo. O narcisista gosta demasiado de si próprio. Tem um ego inflado, pensando que é a coisa mais importante do mundo. Adora a sua própria imagem. Não cresceu para se tornar um adulto nas trocas com o mundo. A sua imagem é o objeto de adoração. Não se cuida no que é essencial, mas gasta a vida no que é artificial, invertendo os valores. Valoriza a banalidade, vulgariza o que é nobre. Falseia a modéstia; finge humildade com um objetivo: promover--se. Não sabe que o ser humano é mais que a imagem; que a pessoa é mais do que a imitação. O seu rosto não muda, porque é uma máscara que não envelhece.

Cinco Elementos

O Amor próprio flui através de cinco elementos básicos: conhecer, respeitar, cuidar, responsabilizar e compreender. Primeiro, é preciso entrar em contacto consigo mesmo através do auto-conhecimento. Nesse caminho vai-se percebendo como um ser separado dos demais. Vai encontrar-se como um indivíduo único. Vai deparar-se consigo como um agente livre para tomar decisões. Vai ter consciência de que as suas ações provocam conseqüências que podem beneficiar ou prejudicar outros, tanto como a si mesmo. À medida que cresce no auto-conhecimento, vão-se descortinando as experiências mais agradáveis e mais dolorosas. Também percebe que pode ter sofrido traumas que o marcaram. E, quanto mais se familiariza consigo, mais se capacita a se familiarizar com os outros. No encontro consigo há o risco de não gostar do que descobre. Por isso, precisa evoluir para o respeito. Respeitar é deixar ser. É não se prejudicar, é tolerar, admitir que o que acaba de descobrir é real. É aceitar-se como é. Se não se respeitar, vai desqualificar-se para lidar com as tarefas da vida como adulto equilibrado, cônjuge responsável, profissional eficiente. Pode até não gostar do que conhece, mas isso não muda nada. É como é. E até para mudar, precisa de se respeitar como é. Quanto mais se respeita, mais apto estará para se relacionar no contexto familiar. O terceiro elemento do amor é o cuidado, a parte ativa e realizadora do amor. “Quem ama, cuida”, costuma dizer-se. Precisa aprender a cuidar de si. Às vezes é uma aprendizagem demorada, mas é só assim que o indivíduo pode usufruir da felicidade e tornar outra pessoa feliz. Só quando a pessoa aprende a cuidar de si, é que capta o significado de cuidar da outra. Pelo fato de o cuidado ser uma ação que pode ou não ser praticada, surge a responsabilidade. Isso significa que, para amar, é preciso ter iniciativa, empenho e desempenho em favor do objeto que merece cuidado. Na responsabilidade pelo cuidado da própria pessoa, aprende-se a responsabilidade pelo cuidado da outra. Finalmente, chegamos à compreensão como o quinto elemento do amor. Aqui entendemos que precisa exercer compaixão, misericórdia, sintonia com os próprios problemas e fracassos. Descobre que precisa ter paciência com as suas limitações, tolerância com os seus obstáculos. Compreende-se as suas próprias irracionalidades, negligências e imperfeições, qualificam-se para compreender os outros. O amor para com os outros não pode ser praticado se ainda não o exercitou consigo mesmo. Por isso, a regra do amor para com os outros começa por si.
O Amor é algo criado por Deus, então, como filhos dEle, temos a obrigação de saber um pouco de como usá-lo, não só com nós mesmos, mas com o próximo em geral. Seria interessante fechar a nossa lição dessa semana conhecendo a obrigação de amar!
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